domingo, 13 de março de 2016


Quando Steve Jobs atuava na Apple, proibiu seus filhos de passarem muito tempo manipulando iPads e iPhones. Por quê? Nick Bilton, repórter do jornal The New York Times, entrevistou em 2010 o hoje falecido visionário da tecnologia. Uma das perguntas foi: «seus filhos devem amar o iPad, não?» E a resposta: «não, eles ainda não o usaram», disse Jobs. «Nós limitamos o tempo que as crianças podem usar tecnologia em casa».
O Incrível.club acredita que a pessoa a quem se atribui uma boa parte do desenvolvimento da tecnologia que nos rodeia também deve entender melhor os perigos inerentes a ela. Algo em que vale a pena pensar.





Steve, Eva, Reed, Erin y Lauren Jobs © allaboutstevejobs


O repórter ficou muito surpreso ao ouvir a reação de Jobs. Ele pensava que a casa do CEO da Apple fosse um palácio cheio de sensores e monitores, onde os iPads eram dados na sala de estar no lugar de guloseimas.
Na verdade muitos dos líderes das empresas mais renomadas do Vale do Silício limitam o tempo que seus filhos passam na frente de qualquer tela de computador, do telefone ou de um tablet. Um exemplo disso é que Chris Anderson, diretor da empresa Robotics 3D, fabricante de drones, que disse ter vivido «em primeira mão os perigos da tecnologia» e justamente por isso restringe fortemente o acesso que seus filhos têm a ela. «Experimentei isso e não quero que meus filhos passem pelo mesmo».
Evan Williams, co-criador do Twitter e da plataforma Medium, diz que prefere que seus filhos cresçam com livros em vez de iPad e, para isso, sua mulher Sara e ele compraram centenas de livros de papel que possam interessar a eles e os distribuíram pela casa.
Numerosas pesquisas revelaram que o abuso da tecnologia pode levar algumas pessoas ao vício (na China, por exemplo, há acampamentos para crianças viciadas em Internet) ou a ter acesso a conteúdos indesejáveis​​, tais como cenas violentas ou pornográficas. Outro fenômeno interessante: os pais buscam gadgets (eletrônicos) para distrair as crianças e os iPads passaram a ocupar o papel de educador das crianças. Ninguém pode negar que hoje são muitas as aplicações disponíveis que podem estimular e desenvolver a inteligência, mas também é verdade que nada pode substituir o contato humano e o ensino com amor.
Talvez eliminar o contato com a tecnologia possa parecer uma medida radical, tecnofóbica e até mesmo absurda, por ser uma parte importante do mundo em que vivemos. Afinal, o isolamento total pode tirar das crianças uma parte importante do conhecimento dos dias de hoje. No entanto, esta tendência entre os pais que participaram da criação do paradigma tecnológico no mundo faz você pensar sobre os níveis de acesso que os nossos filhos têm. Talvez seja mais inteligente limitar o uso de gadgets e buscar também outros estímulos mais tradicionais, como os livros, as brincadeiras ao ar livre, fazendo com que eles fiquem desconectados da rede e dos dispositivos hipercauterizados, sujem as mãos e caiam um pouco.


Fonte:  Incrível.club

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016



Pesquisadora-adventista-ajuda-a-encontrar-as-ondas-gravitacionais
Já são pelo menos 15 anos desde que Tiffany passou a integrar a comunidade científica que estuda o assunto. Para ela, descoberta ajuda a evidenciar ainda mais a criação de Deus
Silver Spring, EUA… [ASN] Uma física adventista do sétimo dia faz parte da equipe internacional que ocupou as manchetes mundiais ao anunciar a primeira detecção das ondas gravitacionais, uma descoberta que promete abrir uma nova era na astronomia.
Tiffany Summerscales, professora associada de Física na Universidade Andrews, nos Estados Unidos, auxiliou na pesquisa realizada pelo LIGO Collaboration, que detectou as ondas gravitacionais provocadas pela colisão de dois buracos negros a bilhões de anos luz da Terra.
Segundo ela, a descoberta, publicada na revista Physical Review Letters há duas semanas, dá aos cientistas uma nova ferramenta para explorar o universo. “Imagino as ondas gravitacionais como sendo a verdadeira ‘música das esferas’”, pontua Tiffany. “Os detectores do LIGO são os rádios que construímos a fim de podermos ouvir essa música. Até agora obtivemos apenas a primeira nota – bem, um gorjeio, na verdade – mas sabemos que há mais que poderemos ouvir quando aprendermos a sintonizar melhor os nossos rádios.”
Graduada em 1999 pela Universidade Andrews, em Berrien Springs, Michigan, ela começou a trabalhar com a equipe do LIGO Collaboration, com mais de mil físicos, enquanto fazia o doutorado, uma década e meia atrás, na Penn State University, na Pennsylvania.
Tiffany falou sobre a importância da descoberta e do que a física significa para ela como adventista do sétimo dia, em uma entrevista para a Adventist Review.
Adventist Review – Qual foi exatamente sua contribuição nesse projeto?
Tiffany Summerscales – Sou membro do LIGO Collaboration há 15 anos ou mais. Esse é o grupo de pessoas que ajudam na concepção e melhoria dos detectores, analisam os dados produzidos e fazem ciência com esses dados.
Especificamente, eu tenho trabalhado em dois tipos de projetos. Meus alunos e eu fazemos parte de uma equipe que trabalha no desenvolvimento e testes de um dos algoritmos de computador que analisa os dados e tenta caracterizar os sinais das ondas gravitacionais que são encontradas. Nós também participamos em atividades educacionais e de sensibilização pública.
AR – O que a descoberta das ondas gravitacionais significa para você pessoalmente?
Tiffany – É muito emocionante. Todos nós na Collaboration trabalhamos em prol deste momento, por muito tempo – alguns por mais décadas do que eu. Foi necessário um longo tempo para tornar os detectores suficientemente sensíveis para medir essas tênues ondas do espaço. Agora que as medimos, podemos nos tornar os astrônomos de ondas gravitacionais que sempre desejamos ser. Usar as ondas gravitacionais para investigar os mistérios do universo será formidável. Eu espero surpresas.
AR – Você pode dar alguns palpites das possíveis surpresas?
Tiffany – As ondas se produzem melhor diante de alguns eventos astronômicos dos quais temos o mínimo conhecimento. Até agora, só fomos capazes de ver as estrelas e as nuvens de gás orbitando ao redor e sendo atraídas aos buracos negros. Os buracos negros em si não emitem luz, mas sim produzem ondas gravitacionais. Ao medir essas ondas, seremos capazes de ver como é o espaço imediato ao redor dos buracos negros. Atualmente, não temos uma boa forma de testar como se comportam as regiões de gravidade muito forte.
Outro exemplo é o das explosões de supernovas que resultam no colapso de uma estrela maciça no final de sua vida. Vemos a explosão pelo lado de fora, mas não podemos ver o que acontece no centro. O núcleo da estrela entra em colapso até que ele se torna tão denso que os átomos se esmagam, até que todo o núcleo se torna uma grande bola de nêutrons, um tipo como um único átomo imenso (menos os prótons). Ninguém sabe como se comporta essa substância nêutron-estrela, porque não podemos fazer isso no laboratório, mas as ondas gravitacionais serão produzidas a partir do centro da supernova e trarão informações de como se parece esse tipo de matéria.
AR – O que essa descoberta significa para os adventistas?
Tiffany – Uma vez que os adventistas são seres humanos, significa que temos um novo tipo de astronomia para aprender mais sobre o universo. Para mim, aprender mais a respeito do universo é muito inspirador, pois ele contém ecos da grandeza de Deus.
AR – Ampliando esse pensamento, como você vê a mão de Deus em seu trabalho?
Tiffany – O espaço é vasto, impressionante e de uma beleza “de cair o queixo”. Na verdade, diariamente eu passo ainda mais tempo trabalhando com os alunos. Há muitas oportunidades aí para ver Deus operando na vida deles e os levando a se tornarem jovens adultos com grande potencial para impactar o positivamente mundo.
AR – Qual é seu verso bíblico favorito e por quê?
Tiffany – Posso escolher dois? Miqueias 6:8 e Eclesiastes 3:11. O primeiro porque resume nosso relacionamento com Deus e destaca o que é mais importante: a justiça, a misericórdia e a humildade, que são diferentes aspectos do amor. Eclesiastes 3:11 destaca a maravilha de Deus e de Sua criação, e a parte “pôs na mente do homem a ideia da eternidade”, me faz lembrar de como me sinto quando penso na vastidão do espaço.
AR – Há algo que você gostaria de acrescentar e que eu não lhe perguntei?
Tiffany – Eu gostaria de incentivar os leitores a buscar mais informações. Há vídeos online com gráficos realmente legais que fazem um trabalho melhor de explicar o que foi descoberto que é fácil transmitir com palavras. Um bom lugar para começar é: ligo.caltech.edu/detection. [Equipe ASN, Andrew McChesney].

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016



o-cordeiro-de-deusAprecio a maneira como professores usam símbolos a fim de ensinar seus alunos. Um desenho, uma marca, um sinal e até objetos se tornam representações de realidades superiores. Logo após a entrada do pecado neste planeta, Deus instituiu o sacrifício de cordeiros para ensinar e simbolizar a morte do seu Filho em favor dos pecadores (Gênesis 3:21). Logo, Jesus Cristo é “..o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13:8). Em Caim e Abel, vemos o início de duas classes distintas e divergentes, os que creem no Cordeiro, e os que o rejeitam. Não havia desculpas para Caim ofertar produtos da terra, pois não representavam o Cordeiro, nem o seu sacrifício futuro. Por sua vez, Abel ofereceu em sacrifício um primogênito das ovelhas recebendo aprovação pelo testemunho da sua fé (Gênesis 4:4; Hebreus 11:4). Onde o patriarca Abraão ia, ali ele levantava altares (Gênesis 12:8; 13:4) testificando que não pode haver adoração verdadeira sem o Cordeiro. Como escolhido para ser o pai dos que creem no Cordeiro, Abraão deveria ser provado, a fim de servir de exemplo aos fiéis (Gênesis 22:1; Romanos 4:11). “Então disse Deus: Toma o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto…”(Gênesis 22:2).

Exigências de sacrifícios humanos eram comuns nas religiões pagãs de Canaã, mas, em se tratando do Deus de Abraão, era uma ordem inimaginável. Com o coração esmagado, e sem revelar nada a Sara, o patriarca obedece a estranha missão. Como a promessa da aliança, e imensa descendência se cumprirá através de Isaque? (Gênesis 17:7, 19). “Abraão julgou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar, e daí também em figura o recobrou” (Hebreus 11:19). Assim, “disse Abraão aos seus servos: Ficai-vos aqui com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado voltaremos a vós” (Gênesis 22:5). Que fé! Enfim a pergunta crucial: “..Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gênesis 22:7). Nossos filhos necessitam saber que o Cordeiro é o centro do culto e da adoração. “Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois seguiam juntos”(vs. 8). Abraão não entende, mas pela fé obedece. Era um fiel amigo de Deus (Tiago 2:23). “..Obedecer é melhor que sacrificar e atender melhor é do que a gordura dos carneiros” (1 Samuel 15:22). Com o mesmo espírito, Isaque aceita a terrível parte que lhe cabia. Abraão ergue o cutelo para o imolar, mas Deus o impede. “Então levantou Abraão os olhos e olhou, e viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos..” (Gênesis 22:13).
Por que se fala em cordeiro, e depois em carneiro? A Bíblia não diz o porquê. O carneiro é o animal macho adulto, e o cordeiro é o animal macho jovem, com até um ano de idade. Ambos representam o Salvador, e o seu uso intercambiável parece indicar a providência contínua do sacrifício de Cristo. Como representante do Cordeiro e pai dos fiéis, Abraão devia compreender o evangelho (Gálatas 3:8). “..Foi Abraão tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho” (Gênesis 22:13). Foi um sacrifício substitutivo! Disse Jesus: “vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se” (João 8:56). Graças ao sangue do cordeiro, também os primogênitos dos israelitas foram salvos no Egito (Êxodo 12: 5-13).
O cordeiro pascoal representava Cristo (1 Coríntios 5:7), que morreu para nos redimir da escravidão do pecado. O profeta Isaías igualmente profetizou sobre o sacrifício vicário do Messias (Isaías 53:2-10). Esta verdade foi ensinada no ritual do Santuário (Êxodo 25:8; Levítico 3:7, 8). Como tipos e figuras, aqueles sacrifícios apontavam para Cristo e seu supremo sacrifício na cruz. João Batista identificou a Jesus como o “..Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Quando na cruz Cristo clamou “está consumado” indicou que o grande sacrifício fora realizado, e não mais era necessário a morte dos cordeiros que o prefiguravam, pois o caminho para o Céu fora definitivamente aberto (Mateus 27:51; Hebreus 9:1-12). O Novo Testamento declara que a morte de Cristo cumpriu as profecias do Antigo Testamento referentes ao sacrifício do Messias como Cordeiro (Atos 8:32-35; 1Pe 1:18; 2:24). No Apocalipse, Jesus é apresentado como o Cordeiro, e os seus verdadeiros adoradores como “…os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai” (14:4). Neste capítulo, o mesmo grupo é descrito como aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”(vs. 12). Seguir o Cordeiro para onde quer que vai implica em pela fé aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Esta fé resulta em fiel obediência aos mandamentos de Deus. Após a segunda vinda de Cristo, os vencedores no grande conflito entre o bem e o mal cantarão o cântico do Cordeiro (15:3), e participarão no Céu da Ceia das bodas do Cordeiro (19:7-9).
Eu quero estar lá, e você? Preparemo-nos!
fonte: http://noticias.adventistas.org/



Brasília, DF … [ASN] A décima-segunda edição do Gain (Global Adventist Internet Networkinginiciou nesta quarta-feira, 24, nos Estados Unidos, com um tema provocativo. Algo como “Contar nossa história em mundo em rápida mudança”. As dezenas de participantes, de todas as partes do mundo, são profissionais e gestores de comunicação das mais diversas instituições adventistas do planeta. Todos admitem que precisam encontrar maneiras de alcançar novas gerações e as grandes cidades com conteúdos, formatos e experiências relevantes.

Mas como fazer isso na prática? O Gain é um evento onde se levantam perguntas e ideias e sugestões para tentar resolver isso. Tanto que possui edições regionais em todos os continentes. Na edição mundial desse ano, realizada na sede adventista global, em Silver Spring, perto de Washington, até agora algumas ideias foram compartilhadas por alguns expositores.
Gary Krause abriu o evento enfatizando que as grandes cidades podem ser alcançadas com a mensagem do evangelho por meio do trabalho nas redes sociais.GAiN 2016 held at the General Conference Headquarters building in Silver Spring, Maryland, February 24-27, 2016 with the theme "Telling our story in a rapidly changing world." Global Adventist Internet Network.
Gary Krause abriu o evento enfatizando que as grandes cidades podem ser alcançadas com a mensagem do evangelho por meio do trabalho nas redes sociais.GAiN 2016 held at the General Conference Headquarters building in Silver Spring, Maryland, February 24-27, 2016 with the theme “Telling our story in a rapidly changing world.”
Global Adventist Internet Network.
Gary Krause, secretário executivo mundial associado para a área chamada Global Mission, lembrou que o evangelismo no mundo virtual é uma oportunidade incrível para falar de Cristo e Sua mensagem nas grandes cidades. E o pesquisador da Universidade Adventista de Montemorelos, no México, Harvey Alférez, frisou que 66% das pessoas do mundo deverão viver em áreas urbanas até 2050 e que pelo menos mais de 500 cidades chegarão a 1 milhão de habitantes. É esse continente que Krause espera que se alcance com a mensagem bíblica.
Alférez ressaltou, em sua fala, que o crescimento do mundo digital tem obrigado, inclusive, organizações como a Igreja Adventista a utilizar Big Data* para nortear seus planejamentos e mesmo sua aproximação com diferentes públicos a partir da compreensão do que elas pensam. Ele chegou a fazer uma pesquisa em Nova York, por meio do Twitter, mais de 2 mil tweets, durante 1 mês e meio, a fim de entender qual era o sentimento dos moradores, ou seja, quais são suas necessidades.
Nesse vídeo, Felipe Lemos e a supervisora de marketing digital da Novo Tempo, Lígia Pacheco, fazem um resumo de algumas palestras do dia.


Ideias
Algumas ideias já começaram a ser apresentadas para tentar criar estratégias de relevância de conteúdo e experiência no mundo virtual para as novas gerações nas grandes cidades. O búlgaro Nikolay Velinov, por exemplo, que mora no Canadá, apresentou uma proposta diferente. O aplicativo, ainda apenas em inglês,Sabbath School Challengfoi criado por ele depois de cerca de 1 ano de trabalho com a intenção de criar um ambiente propício para quem está familiarizado com o conceito de gamification, ou seja, está acostumado com games e produtos ou serviços em forma de jogos ou de competições.
Na prática, o usuário pode responder a perguntas sobre as temáticas abordadas na lição da Escola Sabatina, estudada por milhões de adventistas mundialmente. Ao acertar, ele ganha pontos, ultrapassa fases e ainda pode “jogar” online com outras pessoas, ao mesmo tempo, em várias partes do mundo. “No futuro, queremos que as pessoas possam criar suas próprias perguntas e grupos específicos para tipos de dúvidas peculiares”, comenta Velinov.
Andre Brink, diretor de mídias digitais da Adventist Review e Adventist World, também apresentou ideias a respeito de aplicativos para potencializar o conteúdo dessas publicações centenárias em papel. Ele explicou que pelo menos 7% dos assinantes da revista Adventist Review, uma das mais tradicionais publicações adventistas do mundo, também demonstraram interesse em ver o conteúdo no formato digital. Brink salientou, no entanto, que esses aplicativos estão sendo produzidos com diferentes conteúdos em formatos diversos e convergentes como podcasts, vídeos, etc. [Equipe ASN, Felipe Lemos]
*  Big Data é um termo amplamente utilizado na atualidade para nomear conjuntos de dados muito grandes ou complexos, que os aplicativos de processamento de dados tradicionais ainda não conseguem lidar. O termo, muitas vezes, refere-se ao uso de análise preditiva e de alguns outros métodos avançados para extrair valor de dados, e raramente a um determinado tamanho do conjunto de dados.

fonte: http://noticias.adventistas.org/

quinta-feira, 3 de setembro de 2015


O livro de juízes mostra um período que o povo de Deus vivia em constante apostasia diante do Senhor. Os israelitas estavam adorando outros deuses e fazia o que era mal aos Seus olhos, com isso, Deus fica irado com o povo e os entrega nas mãos dos seus opressores. Entretanto, o povo volta a clamar ao Senhor que, por sua vez, faz surgir um juiz que os livra da opressão, porém, quando esse juiz morria o povo voltava a cometer pecados. Vale salientar que a tradução do substantivo hebraico para juiz é diferente do que se tem em mente nos dias modernos, visto que, na época de Israel, os juízes, diferentes do tempo hoje, não eram presidentes de tribunais, mas militares ou líderes políticos. Dentro deste contexto apenas uma exceção é apresentada referente a Débora que recebeu a função de julgar causas do de Israel.
 Neste período da história, não havia rei em Israel e o autor enfatiza em alguns versos e diz, “Naqueles dias, não havia rei em Israel, cada um fazia o que achava mais reto” (Jz, 17: 6).  Ele queria mostrar que o povo estava sem liderança e, por isso, cometia dentre outros, os mais graves pecados contra Deus. Pecados como blasfema, homicídios e adoração a ídolos tornaram-se corriqueiros no meio do povo. O livro também apresenta dozes juízes que foram levantados, aos quais podem ser classificados, em seis menores e seis maiores. Estes juízes foram levantados também com o objetivo de conduzir o povo a obediência Deus, fazendo com que Deus estivesse sempre perto do seu povo, e estabelecesse os critérios, aos quais, o povo deveria seguir. Entretanto com o afastamento do povo através de seus pecados, Gideão levanta uma questão central: “Se o Senhor é conosco, porque nos sobreveio tudo isto?” (Jz, 6. 13). Porém, o povo já havia sido advertido que o resultado do afastamento do povo para adoração a outros deuses, seria o sofrimento e a ausência Dele para com o povo (Dt 31. 16-17).
Logo, após os acontecimentos apresentados no livro de Juízes, o povo acredita na necessidade de um rei, para lhes ensinar a guardar a sua aliança com o Senhor. Os últimos Juízes que a bíblia apresenta, são Samuel e seus filhos, Joel e Abias que, entretanto, não andaram nos caminhos do seu pai e aceitaram subornos e perverteram o direito.


                                    Marco e Contexto Hirtórico


Os eventos registrados no livro de Juízes, não podem ter suas datas definidas com segurança, porém, apesar das dificuldades de se determinar o período da historia do antigo Oriente Próximo quando ocorreram os eventos, é possível que o livro refira-se ao período de 1400 a 1050 a.C. O tempo exato não pode ser determinado, pelo fato de ainda não se ter uma data definitiva para a saída do êxodo. Quanto aos dados históricos, não existem dados suficientes dentre as teorias conflitantes.
As terras que os hebreus desejavam invadir estavam habitadas pelos cananeus, que tinha posse já alguns séculos antes, eram povos que vinha de longas datas e influenciadas pelos impérios da Mesopotâmia, Egito e deviam lealdade a faraó. Na arte da guerra eram experientes e hábeis, lutavam entre si, porém quando havia alguma ameaça comum ele se uniam e ficavam praticamente subordinados a um líder. Possuíam cidades fortificadas nas colinas que os protegiam e seus carros de ferros os tornavam formidáveis nas planícies. No entanto nas esferas da verdade espiritual, na moral e na filosofia de vida os hebreus demostravam grande superioridades sobre os povos nativos.
Depois dos primeiros anos de guerras, por sua falta de fé os israelitas foram incapazes de expulsar os cananeus da terra e estabeleceram suas moradias próximas a eles. Durante esse período o povo de Israel não estava completamente unido excepcionalmente duas ou três tribos se uniam para enfrentar um inimigo comum. Era impossível unir o povo em favor de uma causa e os conflitos intertribais eram comuns. Isto também aconteceu por falta de comunicação, visto que os cananeus possuíam fortalezas que dividiam a terra.
Os hebreus até aquele tempo tinham sido nômades, e recém-chegados começaram a aprender os métodos de agricultura com os habitantes mais antigos. Os cananeus tinha sua religião centrada em rituais para garantir a fertilidade do solo, e alcançavam ricas colheitas, com isso, havia várias comemorações e homenagens a divindades agrícolas. Muitos hebreus, ao tomar sobre si os métodos agrícolas do povo da terra, tomaram também a religião associadas a esses métodos, isso trouxe apostasia e adoração a outros deuses.


                                     Sequencia Cronológica

O livro de Juízes pode ser dividido em cinco seções. Começa com o prefácio do histórico geral ou pesquisa parcial da terra depois que foi dividida por Josué entre as diferentes tribos (Jz 1.1 – 2.5). Em seguida é apresentada uma segunda introdução, cujo objetivo é mostrar a apostasia religiosa do povo depois da morte de Josué continuou inabalável. O povo adorava ídolos e atraía a punição de Deus, depois buscava ao Senhor com arrependimento, Ele por sua vez, levantava um juiz que libertava o povo (Jz 2.6 – 3.6). Na terceira seção o autor começa a recontar a historia das tribos sob a orientação dos 12 juízes. É uma historia de pecado que se repete e da graça divina constantemente elaborando novos modos de libertação (Jz 3.7 – 16.31). O livro termina com um apêndice duplo que descreve eventos ocorridos na primeira parte do período de Juízes. O primeiro narra a historia da idolatria de Mica e do santuário que abrigava suas imagens, na tribo Dã até a morte Eli (Jz 17 – 18). O segundo relembra a vil ação dos benjamitas em Gibeá e a retaliação infligida àquela tribo pelas demais. Termina com uma consideração tomada para salvar a tribo de Bejamim da extinção (Jz 19 – 21) (Comentário Bíblico Adventista, v.2, pag. 308). No Quadro 1 é demonstrado o esboço do livro de Juízes mais detalhadamente.

                                    Esboço de Juízes
Seção I
Prefácio Histórico Geral: as questões envolvidas no inicio da historia 1:1- 2:5

Eventos

A    O esforço das tribos para consolidar a herança na palestina, 1: 1- 36
A.1 Judá e os queneus, 1: 1- 20
A.2 Bejamin 1: 21
A.3 Manasses e Efrain 1: 22 - 29
A.4 Zebulom , 1:30
A.5 Aser, 1:31,32
A.6 Naftali, 1:33
A.7 Dã (ao sul), 1:34 - 36
B.   Razão para queda, 2:1 - 5

Seção II
Introdução temática: Sumário do autor e interpretação da historia Israelita durante esse período 2:6 - 3:6
Eventos
A.  Prologo histórico ligado ao livro de Josué, 2:6 - 10
B.  Interpretação do escritor acerca da história relatada, 2:11 - 3:6
Seção III
História dos Juízes 3:7 – 16:31




Eventos
A.  Otoniel rompe a opressão dos invasores do nordeste (mesopotâmicos), 3:7 -11
B.  Eúde realiza libertação dos moradores do sudeste (moabitas), 3:12 – 30
C.  Sangar, 3:31
D.  Debora e Baraque põe fim à opressão dos cananeus ao norte, 4:1 – 5:31
E.   Gideão, 6:1 – 8:32
E.1 Ele repele a invasão midianita ao leste 6:1 – 8:21
E.2 Eventos subsequentes na carreira de Gideão, 8:22 – 32
F.   A usurpação de Abimeleque filho de Gideão, 8:33 – 9:57
G.  Tola, 10:1,2
H. Jair, 10:3 -5
I. Jefté, 10:6 – 12:7
I.1Ele acaba com a invasão amonita ao leste, 10:6 – 11:33
I.2 Ele sacrifica a filha, 11:34 – 40
I.3 Conflito intertribal durante o juizado de Jefté, 12:1-7
J. Ibsã, 12:8-10
K. Elom 12:11,12
L. Abdom, 12:13 – 15
M. Nascimento e aventuras de sansão, 13:1 – 16:31

Seção IV
Apêndice duplo: dois eventos ocorridos durante o período de Juízes, 17:1 – 21:25


Eventos
A. A origem da idolatria de Mica e do santuário em Dã (ao norte), 17:1 – 18:31
A.1 A construção das imagens, 17:1 – 6
A.2 Um levita renegado é transformado em sacerdote, 17: 7 – 13
A.3 Transferencia das imagens para Dã (Laís) com a migração dos danitas, 18:1 – 31
B. A ação perversa dos benjamitas e suas terríveis consequências, 19:1 – 21:25
B1. Os benjamitas de Gibeá abusam da concubina do levita causando a morte da mesma, 19:1 – 28
B.2 As demais tribo punem a tribo de benjamim, 19:29 – 20:48
B3. O modo de descumprir o juramento para que a tribo de benjamim fosse preservada da extinção, 21;1- 25 
Quadro 1: Esboço do Livro de Juízes
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia

                                                      Temas Centrais

Esse livro apresenta os temas centrais como sendo:
ü    As várias conquistas do povo de Israel antes da morte de Josué, como também as terras que não foram conquistadas;
ü    Os juízes que foram levantados por Deus para conduzir Israel à obediência;
ü    A constante apostasia do povo de Israel em adorar ídolos;
ü    O castigo divino pela desobediência à aliança;
ü    Dois pecados graves: os danitas e a idolatria;
ü    A guerra civil: Israel contra a tribo de Benjamim;


                                                          Tema Central


O tema central do livro de Juízes, que constitui a maior parte do livro (Jz 3.7 – 16.31) é sobre a apostasia do povo, adoração a ídolos, arrependimento e a volta por vezes, a verdadeira adoração a Deus. Por causa dos pecados do povo, as derrotas e a escravidão foram marcantes nas vidas dos israelitas. Deus permitia que isso acontecesse com o objetivo de trazê-los de volta a Sua presença. Os sofrimentos da escravidão produziram arrependimento levando a retornar por vezes, a adoração a Deus. Então, por piedade, Deus providenciava a libertação através de um Juiz ou libertador que quebrava o jugo da escravidão.

Autor: Denismark Soares Abrantes

sexta-feira, 1 de maio de 2015




Uma das pergunta mais importante já feita aos discípulos por Jesus foi, “e vocês quem dizem que sou?” (Lucas 9.20). Jesus mesmo sabendo da resposta faz a pergunta por que queria que os discípulos refletissem sobrem que Ele era. Também queria ensinar para os discípulos que Ele era o messias e que para segui-lo teria que entregar-se por completo. O pastor Adenilton Tavares professor de teologia da faculdade Adventista da Bahia fala sobre a natureza de Jesus Cristo filho de Deus.

domingo, 26 de abril de 2015

A questão crucial não é se Deus está vivo ou se está morto. O ponto é: você está vivo ou morto?

Imagem: capa do filme God´s Not Dead (2014)
Imagem: capa do filme God´s Not Dead (2014)
Mais de 130 anos se passaram desde que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche escreveu em A Gaia Ciência, um de seus livros mais lidos, que “Deus está morto. Deus permanece morto. E nós o matamos”. Ao longo desse período, surgiram diversas reações à ideia da “morte” de Deus, desde frases estampadas em camisetas, como a que apresenta na frente “Deus está morto, assinado Nietzsche” e atrás “Nietzsche está morto, assinado Deus”, até decalques para carros, a exemplo da afirmação do conhecido pregador Billy Graham: “Deus não está morto. Falei com ele esta manhã”.
Recentemente, o filme Deus Não Está Morto, lançado no Brasil em agosto de 2014, revisitou a ideia do filósofo alemão, embora sua crítica não estivesse diretamente ligada a ela. A inspiração para o filme veio de relatos e casos legais de diversos jovens cristãos universitários perseguidos por causa de sua fé. Ao refletir sobre as questões propostas pelo enredo, fiquei pensando que talvez aquilo que alguns estão chamando de ateísmo cristão seja mais preocupante do que o “decreto” da morte de Deus. Enquanto ateus dizem que Deus não existe e agnósticos admitem a possibilidade de sua existência, os chamados ateus cristãos vivem como se ele não existisse.
Essas questões me fizeram lembrar duas histórias bíblicas, ambas ocorridas após a ressurreição de Jesus. A primeira é contada com mais detalhes por Lucas (24:13-35; ver Marcos 16:12, 13) e trata sobre os dois discípulos na estrada de Emaús. A segunda é relatada por João (20:11-18), que narra o encontro de Maria Madalena com o “estranho” jardineiro (v. 15). O que existe em comum nos dois relatos é algo que me deixa perplexo: de algum modo, os três personagens dessas histórias estavam se relacionando com um Deus vivo como se ele estivesse morto!
Isso leva meu pensamento para outra direção. A questão crucial não é se Deus está vivo ou se está morto. Absolutamente, não. A Bíblia sequer chega a tocar nesse assunto. Ao contrário, a primeira afirmação bíblica pressupõe a existência de Deus: “no princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). E só existe uma explicação para que Deus estivesse presente no princípio: ele é anterior ao princípio. Mais do que isso, ele é a causa de todas as coisas. O ponto é: você está vivo ou morto? A situação de Maria Madalena e dos dois discípulos era a mesma: embora Jesus tivesse ressurgido dentre os mortos, ele ainda não havia ressurgido no coração deles. Esta é uma questão de vida ou morte.
Finalmente, esses três personagens se depararam com a realidade de um Deus vivo, e alegria indizível explodiu de dentro para fora, como água a jorrar de uma fonte inesgotável. “Verdadeiramente, ressurgiu o Senhor” (Lucas 24:34), disseram eles; “vi o Senhor” (João 20:18), assegurou ela. Ao iniciarmos este novo ano, que a realidade de um Deus vivo faça toda a diferença. De modo mais específico, que a afirmação cristã de que ele está vivo não seja fruto meramente de nossas palavras, mas que se reflita nas nossas ações.
Adenilton Tavares de Aguiar, mestre em Ciências da Religião, é professor de Grego e Novo Testamento na Faculdade de Teologia da Bahia