segunda-feira, 16 de maio de 2016




Apesar de popular em sua congregação, pastora vai enfrentar processo que pode resultar no fim de sua carreira religiosa

Numa manhã de frio típica do clima canadense, 90 moradores de Toronto vencem a chuva e o vento cortante para assistir a mais um culto evangélico.
Todos os domingos, o prédio de interior austero é palco de 1h30 de culto, durante o qual o público ouve sermões sobre os dilemas da vida moderna, canta e promove ações comunitárias.
Apesar da rotina comum a qualquer congregação, o local esconde uma improvável rebelião, que pode alterar para sempre a forma como os canadenses lidam com a espiritualidade.
Durante todo o culto, ouve-se a palavra amor 43 vezes. Mas não há qualquer menção a Deus. Isso é assim desde que Gretta Vosper, pastora responsável pela comunidade, assumiu ser ateia.
Todos os objetos religiosos foram removidos dali. A única cruz em seu interior foi escondida por uma série de feixes de pano coloridos, que formam uma espécie de arco-íris suspenso. Também não há mais orações ou citações bíblicas. Apenas uma conversa em que Vosper faz perguntas e convoca seu público a dividir experiências.
"Não vejo qualquer evidência de que Deus exista, especialmente aquela figura benevolente que tem tudo sob seu controle", diz ela à BBC Brasil.
Para ela, Deus é apenas uma metáfora sobre as relações que estabelecemos com o mundo. "Com tantas coisas ruins à nossa volta, não posso aceitar o argumento de que qualquer acontecimento é parte da vontade de Deus", afirma.

Não usarás o nome de Deus em vão

As afirmações de Gretta têm provocado polêmica no país. Isso porque, até o fim de maio, ela deve enfrentar um processo que pode resultar no fim de sua carreira.
A conversão da pastora ao ateísmo começou há 15 anos, de forma gradativa. Primeiro, removeu menções bíblicas de suas falas. Em seguida, deixou de citar todas as entidades sobrenaturais, incluindo Jesus Cristo.





Foto: Rafael ChachéImage copyrightRAFAEL CHACHE
Image captionIgreja Unida do Canadá reúne quatro correntes protestantes, incluindo a presbiteriana e a metodista

Na sequência, removeu as orações que tradicionalmente iniciam e finalizam o culto protestante. No lugar, uma conversa coletiva discute soluções para problemas que afligem a comunidade.
Em 2013, veio a decisão mais radical. Ao saber que 84 blogueiros de Bangladesh estavam sob ameaça de morte feitas por extremistas islâmicos, Vosper veio a público declarar-se ateia.
Desde então, representantes da comunidade protestante acusam-na de distorcer a função da religião. Também questionam sua legitimidade como líder da chamada Igreja Unida do Canadá.
"Não esperava tamanho impacto, mas não me arrependo de nada do que disse. Tanto Deus quanto a religião são hoje usados por grupos privilegiados, interessados apenas em manter seu status opressor. Eu não quero fazer parte disso", diz.

A tolerância como mandamento

Nascida em 1925, a Igreja Unida do Canadá resulta da junção de quatro correntes protestantes, incluindo a presbiteriana e a metodista. Conta com 2,5 milhões de seguidores, cerca de 7% da população total do país, e perde apenas para o catolicismo em número de fiéis.
Trata-se de uma doutrina reconhecida no país por suas posições progressistas. Admite, por exemplo, pastores homens e mulheres. Na direção oposta às igrejas evangélicas brasileiras, possui líderes declaradamente homossexuais e a união entre casais gays é aceita desde os anos 80.
Mas, ao acreditar no ambiente de total tolerância de ideias da instituição, Gretta talvez tenha ido longe demais.
Instaurado em 2015, o processo de avaliação vai decidir até o próximo mês se ela pode permanecer como membro da entidade. Será uma batalha desgastante, em que 40 membros da Igreja Unida vão interrogá-la e julgar seus conceitos sobre Deus.
Trata-se de um procedimento raríssimo na instituição, que só acontece quando algum de seus membros é alvo de graves acusações.
"O objetivo é investigar a situação, já que os conceitos defendidos por Vosper são alvo de preocupação por parte de nossos membros", diz o reverendo David Allen, secretário-executivo responsável pela região de Toronto.





Foto: Rafael ChachéImage copyrightRAFAEL CHACHE
Image caption"Passei por diversas religiões e sempre me senti desconfortável com aqueles personagens todos e a representação de Deus. Conheci as ideias de Gretta há sete anos e nunca mais perdi um culto seu. Ela tem uma linguagem moderna e entende nossos problemas", diz a aposentada Joan Grace

"Após ouvi-la, a comissão vai decidir se ela é adequada para continuar a exercer o cargo. Caso não seja, será afastada definitivamente", diz.
Até o momento, Gretta já gastou 60 mil dólares canadenses (R$ 180 mil) na batalha para provar que sua definição de Deus merece ser considerada pelo júri religioso.
Gretta diz acreditar que a crescente polêmica em torno de sua personalidade se deve a uma onda conservadora. Os ataques mais duros começaram somente em 2015, uma década depois de suas primeiras declarações nada ortodoxas.
Um apresentador de uma rádio popular de London, cidade próxima a Toronto, chegou a defender que Gretta permaneça no cargo apenas para manter seu salário e o auxílio-moradia, ambos pagos pela congregação.
Num país em que entidades religiosas exercem pouca influência na sociedade, membros mais progressistas deixaram de frequentar a igreja, restando um público mais resistente a mudanças.
Mas, se o suposto conservadorismo cresceu em outras congregações, a comunidade de West Hill promete unir-se para salvar a pastora da crucificação.
Durante o culto, todos usam um broche em que se lê "minha igreja inclui Gretta Vosper". E já organizam protestos para serem realizados durante o julgamento.
"Já passei pelas por todas as religiões, mas não havia me identificado com nada até conhecer a pastora Gretta", diz Joan Grace, uma aposentada que se tornou fervorosa defensora do ateísmo há sete anos.
"Não poderia mesmo acreditar que o filho de Deus nasceu na Terra e sua mãe era virgem. É um absurdo que isso não possa ser contestado, o que estão fazendo é uma inquisição", dispara.

O milagre de Gretta

Se a Idade Média é evocada como forma de protesto à tentativa de expulsão de Gretta, a pastora defende que sua inclinação nada mais é do que uma tentativa de atualizar a religião para a vida contemporânea.
"Quando se começa a estudar teologia, é normal acreditar naquela mitologia sobrenatural, que é passada de geração para geração. Mas, ao se aprofundar no assunto, é inevitável não questionar como aquilo, nos dias de hoje, ainda é encarado como verdade absoluta", defende.





Foto: Rafael ChachéImage copyrightRAFAEL CHACHE
Image caption"O mais grave é que sequer nossa congregação foi ouvida. A hierarquia mais alta da igreja quer impor seus conceitos sem nenhum diálogo. Vamos organizar protestos até que nós sejamos ouvidos", diz o aposentado Steve Watson

Gretta acredita que as religiões permanecem estacionadas no passado. Por isso, a tentativa de renovar o discurso é evidente em todos os cultos.
No mais recente, usou o Facebook e o Google para discutir intolerância. Ela explica para a plateia que, ao selecionarmos notícias e atualizações que somente seguem nosso posicionamento, estaríamos mais estridentes e avessos ao debate.
"É muito grave que nossa religião continue a ser usada mais como motivo de divisão do que de união. Hoje, temos disponíveis armas com tecnologia do século 21, mas uma mentalidade ainda presa à Idade Média. É uma mistura explosiva."
Mesmo com a iminente destituição do cargo, Gretta mantém a rotina de trabalhos voluntários, palestras e cultos. A sabatina de entrevistas a que será submetida deve se estender por cerca de um mês. E, se não acredita no poder das orações para salvá-la da demissão, ainda tem fé na generosidade dos homens.
"Não posso crer que uma entidade tão inclusiva, que sempre lutou pelas mulheres, indígenas, homossexuais, pobres e oprimidos vá se tornar um espaço de intolerância", afirma. "Minha vida se passou aqui dentro, não saberia exercer qualquer outra profissão", completa.
Por enquanto, alterar a definição do que é Deus para a igreja se mostra tarefa tão hercúlea quanto a abertura do Mar Vermelho.
Fonte: BBC Brasil


Pessoas mais ativas são 7% menos suscetíveis a desenvolver a doença.
Dieta, fumar e outros fatores podem influenciar no resultado.



 Exercícios de alta intensidade provocam uma melhora do humor em jovens, desde que o praticante não chegue ao estado de exaustão, diz estudo da Unifesp (Foto:  CDC/ Amanda Mills)Exercícios físicos estão associados a uma diminuição no risco de câncer (Foto: CDC/ Amanda Mills)











A prática de atividade física está associada a um menor risco de desenvolver 13 tipos de câncer, aponta estudo publicado na revista científica JAMA Internal Medicine.
A pesquisa, realizada Instituto Nacional do Câncer, dos Estados Unidos, analisou 1.4 milhão de participantes em onze anos, relacionando a atividade física com a incidência de 26 tipos de câncer. Foram constatados mais de 186 mil casos da doença entre os participantes.
Os resultados apontaram que uma vida mais ativa está associada a um menor risco no desenvolvimento de pelo menos 13 tipos de câncer: câncer de esófago (42% menor risco); fígado (27%); pulmonar (26%); rim (23%) ; estômago (22%); câncer de endométrio (21%) ; leucemia mieloide (20%) ; mieloma (17%) ; cólon (16%); cabeça e pescoço (15%) , retal (13%) ; bexiga (13%) ; e de mama (10%). Em média, pessoas mais ativas são 7% menos suscetíveis a desenvolver a doença.
Por outro lado, foi notado um aumento de cinco por cento no risco de câncer de próstata e 27% no risco de desenvolver melanoma, um tipo de câncer de pele – neste caso, o índice foi observado apenas em regiões onde há alta incidência de raios UV.
Os pesquisadores, no entanto, advertem que o estudo não exclui a possibilidade de que dieta, fumar e outros fatores possam afetar os resultados. A pesquisa também utilizou o critério de autodeclaração sobre a prática de atividade física, o que também pode comprometer os resultados.
Fonte: g1.globo

domingo, 15 de maio de 2016




Igreja é organizada mundialmente e atuante
Igreja é organizada mundialmente e atuante
Brasília, DF… [ASN] A palavra Igreja, do latim ecclesia, é um templo cristão e local de pregação dos ensinos de Cristo. Pode ser definida como o conjunto de fiéis unidos pela mesma fé que promovem as mesmas doutrinas religiosas. A seita, por sua vez, é o conjunto de pessoas que professam uma mesma doutrina, grupo religioso ou político fechado em si mesmo e criado em oposição a ideias e práticas religiosas ou políticas dominantes.
Algumas vezes, pessoas e meios de comunicação classificam a Igreja Adventista do Sétimo Dia como seita. De acordo com o presidente da Igreja Adventista em oito países da América do Sul, pastor Erton Köhler, os adventistas não se enquadram como uma seita. “Uma das principais razões é que como adventistas somos uma Igreja organizada mundialmente e atuante”, destaca.
A Igreja Adventista é uma denominação cristã organizada em 1863 nos Estados Unidos. Os adventistas resgataram verdades bíblicas perdidas ao longo do tempo, como o ministério de Cristo no santuário celestial, a Bíblia como única regra de fé, validaram o Dez Mandamentos e o breve retorno de Jesus.
De acordo com Eddie Gibbs, um renomado escritor evangélico, as igrejas evangélicas podem ser definidas como aquelas que se comprometem com alguns fundamentos teológicos inegociáveis. Entre eles, a natureza de Deus revelado como três em uma Trindade, a singularidade de Jesus Cristo como o Filho de Deus, que é completamente divino, mas que tornou-se plenamente humano quando encarnou, etc.
A Igreja Adventista possui essas qualidades essenciais em seu corpo doutrinário e a base da estrutura são 28 crenças fundamentais baseadas exclusivamente na Bíblia. Essas crenças não são alteradas em sua essência por questões políticas, sociais ou econômicas. A Igreja Adventista nasceu com um propósito e acredita ser um movimento profético conforme registrado no livro do Apocalipse. Portanto, se encaixa claramente como igreja cristã, pois apresenta base bíblica, histórica e estrutura administrativa organizada.
Na área administrativa a Igreja Adventista é organizada em mais de 200 países, em 13 regiões eclesiásticas, conhecidas como Divisões, e ligadas à sede mundial nos Estados Unidos. A visão e missão da Igreja são claras, bem definidas e não mudam de acordo com a vontade de poucos líderes, nem depende das ideias de um fundador. Todas as decisões da entidade são tomadas em comissões desde a Igreja local até as instâncias superiores.

domingo, 13 de março de 2016


Quando Steve Jobs atuava na Apple, proibiu seus filhos de passarem muito tempo manipulando iPads e iPhones. Por quê? Nick Bilton, repórter do jornal The New York Times, entrevistou em 2010 o hoje falecido visionário da tecnologia. Uma das perguntas foi: «seus filhos devem amar o iPad, não?» E a resposta: «não, eles ainda não o usaram», disse Jobs. «Nós limitamos o tempo que as crianças podem usar tecnologia em casa».
O Incrível.club acredita que a pessoa a quem se atribui uma boa parte do desenvolvimento da tecnologia que nos rodeia também deve entender melhor os perigos inerentes a ela. Algo em que vale a pena pensar.





Steve, Eva, Reed, Erin y Lauren Jobs © allaboutstevejobs


O repórter ficou muito surpreso ao ouvir a reação de Jobs. Ele pensava que a casa do CEO da Apple fosse um palácio cheio de sensores e monitores, onde os iPads eram dados na sala de estar no lugar de guloseimas.
Na verdade muitos dos líderes das empresas mais renomadas do Vale do Silício limitam o tempo que seus filhos passam na frente de qualquer tela de computador, do telefone ou de um tablet. Um exemplo disso é que Chris Anderson, diretor da empresa Robotics 3D, fabricante de drones, que disse ter vivido «em primeira mão os perigos da tecnologia» e justamente por isso restringe fortemente o acesso que seus filhos têm a ela. «Experimentei isso e não quero que meus filhos passem pelo mesmo».
Evan Williams, co-criador do Twitter e da plataforma Medium, diz que prefere que seus filhos cresçam com livros em vez de iPad e, para isso, sua mulher Sara e ele compraram centenas de livros de papel que possam interessar a eles e os distribuíram pela casa.
Numerosas pesquisas revelaram que o abuso da tecnologia pode levar algumas pessoas ao vício (na China, por exemplo, há acampamentos para crianças viciadas em Internet) ou a ter acesso a conteúdos indesejáveis​​, tais como cenas violentas ou pornográficas. Outro fenômeno interessante: os pais buscam gadgets (eletrônicos) para distrair as crianças e os iPads passaram a ocupar o papel de educador das crianças. Ninguém pode negar que hoje são muitas as aplicações disponíveis que podem estimular e desenvolver a inteligência, mas também é verdade que nada pode substituir o contato humano e o ensino com amor.
Talvez eliminar o contato com a tecnologia possa parecer uma medida radical, tecnofóbica e até mesmo absurda, por ser uma parte importante do mundo em que vivemos. Afinal, o isolamento total pode tirar das crianças uma parte importante do conhecimento dos dias de hoje. No entanto, esta tendência entre os pais que participaram da criação do paradigma tecnológico no mundo faz você pensar sobre os níveis de acesso que os nossos filhos têm. Talvez seja mais inteligente limitar o uso de gadgets e buscar também outros estímulos mais tradicionais, como os livros, as brincadeiras ao ar livre, fazendo com que eles fiquem desconectados da rede e dos dispositivos hipercauterizados, sujem as mãos e caiam um pouco.


Fonte:  Incrível.club

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016



Pesquisadora-adventista-ajuda-a-encontrar-as-ondas-gravitacionais
Já são pelo menos 15 anos desde que Tiffany passou a integrar a comunidade científica que estuda o assunto. Para ela, descoberta ajuda a evidenciar ainda mais a criação de Deus
Silver Spring, EUA… [ASN] Uma física adventista do sétimo dia faz parte da equipe internacional que ocupou as manchetes mundiais ao anunciar a primeira detecção das ondas gravitacionais, uma descoberta que promete abrir uma nova era na astronomia.
Tiffany Summerscales, professora associada de Física na Universidade Andrews, nos Estados Unidos, auxiliou na pesquisa realizada pelo LIGO Collaboration, que detectou as ondas gravitacionais provocadas pela colisão de dois buracos negros a bilhões de anos luz da Terra.
Segundo ela, a descoberta, publicada na revista Physical Review Letters há duas semanas, dá aos cientistas uma nova ferramenta para explorar o universo. “Imagino as ondas gravitacionais como sendo a verdadeira ‘música das esferas’”, pontua Tiffany. “Os detectores do LIGO são os rádios que construímos a fim de podermos ouvir essa música. Até agora obtivemos apenas a primeira nota – bem, um gorjeio, na verdade – mas sabemos que há mais que poderemos ouvir quando aprendermos a sintonizar melhor os nossos rádios.”
Graduada em 1999 pela Universidade Andrews, em Berrien Springs, Michigan, ela começou a trabalhar com a equipe do LIGO Collaboration, com mais de mil físicos, enquanto fazia o doutorado, uma década e meia atrás, na Penn State University, na Pennsylvania.
Tiffany falou sobre a importância da descoberta e do que a física significa para ela como adventista do sétimo dia, em uma entrevista para a Adventist Review.
Adventist Review – Qual foi exatamente sua contribuição nesse projeto?
Tiffany Summerscales – Sou membro do LIGO Collaboration há 15 anos ou mais. Esse é o grupo de pessoas que ajudam na concepção e melhoria dos detectores, analisam os dados produzidos e fazem ciência com esses dados.
Especificamente, eu tenho trabalhado em dois tipos de projetos. Meus alunos e eu fazemos parte de uma equipe que trabalha no desenvolvimento e testes de um dos algoritmos de computador que analisa os dados e tenta caracterizar os sinais das ondas gravitacionais que são encontradas. Nós também participamos em atividades educacionais e de sensibilização pública.
AR – O que a descoberta das ondas gravitacionais significa para você pessoalmente?
Tiffany – É muito emocionante. Todos nós na Collaboration trabalhamos em prol deste momento, por muito tempo – alguns por mais décadas do que eu. Foi necessário um longo tempo para tornar os detectores suficientemente sensíveis para medir essas tênues ondas do espaço. Agora que as medimos, podemos nos tornar os astrônomos de ondas gravitacionais que sempre desejamos ser. Usar as ondas gravitacionais para investigar os mistérios do universo será formidável. Eu espero surpresas.
AR – Você pode dar alguns palpites das possíveis surpresas?
Tiffany – As ondas se produzem melhor diante de alguns eventos astronômicos dos quais temos o mínimo conhecimento. Até agora, só fomos capazes de ver as estrelas e as nuvens de gás orbitando ao redor e sendo atraídas aos buracos negros. Os buracos negros em si não emitem luz, mas sim produzem ondas gravitacionais. Ao medir essas ondas, seremos capazes de ver como é o espaço imediato ao redor dos buracos negros. Atualmente, não temos uma boa forma de testar como se comportam as regiões de gravidade muito forte.
Outro exemplo é o das explosões de supernovas que resultam no colapso de uma estrela maciça no final de sua vida. Vemos a explosão pelo lado de fora, mas não podemos ver o que acontece no centro. O núcleo da estrela entra em colapso até que ele se torna tão denso que os átomos se esmagam, até que todo o núcleo se torna uma grande bola de nêutrons, um tipo como um único átomo imenso (menos os prótons). Ninguém sabe como se comporta essa substância nêutron-estrela, porque não podemos fazer isso no laboratório, mas as ondas gravitacionais serão produzidas a partir do centro da supernova e trarão informações de como se parece esse tipo de matéria.
AR – O que essa descoberta significa para os adventistas?
Tiffany – Uma vez que os adventistas são seres humanos, significa que temos um novo tipo de astronomia para aprender mais sobre o universo. Para mim, aprender mais a respeito do universo é muito inspirador, pois ele contém ecos da grandeza de Deus.
AR – Ampliando esse pensamento, como você vê a mão de Deus em seu trabalho?
Tiffany – O espaço é vasto, impressionante e de uma beleza “de cair o queixo”. Na verdade, diariamente eu passo ainda mais tempo trabalhando com os alunos. Há muitas oportunidades aí para ver Deus operando na vida deles e os levando a se tornarem jovens adultos com grande potencial para impactar o positivamente mundo.
AR – Qual é seu verso bíblico favorito e por quê?
Tiffany – Posso escolher dois? Miqueias 6:8 e Eclesiastes 3:11. O primeiro porque resume nosso relacionamento com Deus e destaca o que é mais importante: a justiça, a misericórdia e a humildade, que são diferentes aspectos do amor. Eclesiastes 3:11 destaca a maravilha de Deus e de Sua criação, e a parte “pôs na mente do homem a ideia da eternidade”, me faz lembrar de como me sinto quando penso na vastidão do espaço.
AR – Há algo que você gostaria de acrescentar e que eu não lhe perguntei?
Tiffany – Eu gostaria de incentivar os leitores a buscar mais informações. Há vídeos online com gráficos realmente legais que fazem um trabalho melhor de explicar o que foi descoberto que é fácil transmitir com palavras. Um bom lugar para começar é: ligo.caltech.edu/detection. [Equipe ASN, Andrew McChesney].

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016



o-cordeiro-de-deusAprecio a maneira como professores usam símbolos a fim de ensinar seus alunos. Um desenho, uma marca, um sinal e até objetos se tornam representações de realidades superiores. Logo após a entrada do pecado neste planeta, Deus instituiu o sacrifício de cordeiros para ensinar e simbolizar a morte do seu Filho em favor dos pecadores (Gênesis 3:21). Logo, Jesus Cristo é “..o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13:8). Em Caim e Abel, vemos o início de duas classes distintas e divergentes, os que creem no Cordeiro, e os que o rejeitam. Não havia desculpas para Caim ofertar produtos da terra, pois não representavam o Cordeiro, nem o seu sacrifício futuro. Por sua vez, Abel ofereceu em sacrifício um primogênito das ovelhas recebendo aprovação pelo testemunho da sua fé (Gênesis 4:4; Hebreus 11:4). Onde o patriarca Abraão ia, ali ele levantava altares (Gênesis 12:8; 13:4) testificando que não pode haver adoração verdadeira sem o Cordeiro. Como escolhido para ser o pai dos que creem no Cordeiro, Abraão deveria ser provado, a fim de servir de exemplo aos fiéis (Gênesis 22:1; Romanos 4:11). “Então disse Deus: Toma o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto…”(Gênesis 22:2).

Exigências de sacrifícios humanos eram comuns nas religiões pagãs de Canaã, mas, em se tratando do Deus de Abraão, era uma ordem inimaginável. Com o coração esmagado, e sem revelar nada a Sara, o patriarca obedece a estranha missão. Como a promessa da aliança, e imensa descendência se cumprirá através de Isaque? (Gênesis 17:7, 19). “Abraão julgou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar, e daí também em figura o recobrou” (Hebreus 11:19). Assim, “disse Abraão aos seus servos: Ficai-vos aqui com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado voltaremos a vós” (Gênesis 22:5). Que fé! Enfim a pergunta crucial: “..Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gênesis 22:7). Nossos filhos necessitam saber que o Cordeiro é o centro do culto e da adoração. “Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois seguiam juntos”(vs. 8). Abraão não entende, mas pela fé obedece. Era um fiel amigo de Deus (Tiago 2:23). “..Obedecer é melhor que sacrificar e atender melhor é do que a gordura dos carneiros” (1 Samuel 15:22). Com o mesmo espírito, Isaque aceita a terrível parte que lhe cabia. Abraão ergue o cutelo para o imolar, mas Deus o impede. “Então levantou Abraão os olhos e olhou, e viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos..” (Gênesis 22:13).
Por que se fala em cordeiro, e depois em carneiro? A Bíblia não diz o porquê. O carneiro é o animal macho adulto, e o cordeiro é o animal macho jovem, com até um ano de idade. Ambos representam o Salvador, e o seu uso intercambiável parece indicar a providência contínua do sacrifício de Cristo. Como representante do Cordeiro e pai dos fiéis, Abraão devia compreender o evangelho (Gálatas 3:8). “..Foi Abraão tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho” (Gênesis 22:13). Foi um sacrifício substitutivo! Disse Jesus: “vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se” (João 8:56). Graças ao sangue do cordeiro, também os primogênitos dos israelitas foram salvos no Egito (Êxodo 12: 5-13).
O cordeiro pascoal representava Cristo (1 Coríntios 5:7), que morreu para nos redimir da escravidão do pecado. O profeta Isaías igualmente profetizou sobre o sacrifício vicário do Messias (Isaías 53:2-10). Esta verdade foi ensinada no ritual do Santuário (Êxodo 25:8; Levítico 3:7, 8). Como tipos e figuras, aqueles sacrifícios apontavam para Cristo e seu supremo sacrifício na cruz. João Batista identificou a Jesus como o “..Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Quando na cruz Cristo clamou “está consumado” indicou que o grande sacrifício fora realizado, e não mais era necessário a morte dos cordeiros que o prefiguravam, pois o caminho para o Céu fora definitivamente aberto (Mateus 27:51; Hebreus 9:1-12). O Novo Testamento declara que a morte de Cristo cumpriu as profecias do Antigo Testamento referentes ao sacrifício do Messias como Cordeiro (Atos 8:32-35; 1Pe 1:18; 2:24). No Apocalipse, Jesus é apresentado como o Cordeiro, e os seus verdadeiros adoradores como “…os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai” (14:4). Neste capítulo, o mesmo grupo é descrito como aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”(vs. 12). Seguir o Cordeiro para onde quer que vai implica em pela fé aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Esta fé resulta em fiel obediência aos mandamentos de Deus. Após a segunda vinda de Cristo, os vencedores no grande conflito entre o bem e o mal cantarão o cântico do Cordeiro (15:3), e participarão no Céu da Ceia das bodas do Cordeiro (19:7-9).
Eu quero estar lá, e você? Preparemo-nos!
fonte: http://noticias.adventistas.org/



Brasília, DF … [ASN] A décima-segunda edição do Gain (Global Adventist Internet Networkinginiciou nesta quarta-feira, 24, nos Estados Unidos, com um tema provocativo. Algo como “Contar nossa história em mundo em rápida mudança”. As dezenas de participantes, de todas as partes do mundo, são profissionais e gestores de comunicação das mais diversas instituições adventistas do planeta. Todos admitem que precisam encontrar maneiras de alcançar novas gerações e as grandes cidades com conteúdos, formatos e experiências relevantes.

Mas como fazer isso na prática? O Gain é um evento onde se levantam perguntas e ideias e sugestões para tentar resolver isso. Tanto que possui edições regionais em todos os continentes. Na edição mundial desse ano, realizada na sede adventista global, em Silver Spring, perto de Washington, até agora algumas ideias foram compartilhadas por alguns expositores.
Gary Krause abriu o evento enfatizando que as grandes cidades podem ser alcançadas com a mensagem do evangelho por meio do trabalho nas redes sociais.GAiN 2016 held at the General Conference Headquarters building in Silver Spring, Maryland, February 24-27, 2016 with the theme "Telling our story in a rapidly changing world." Global Adventist Internet Network.
Gary Krause abriu o evento enfatizando que as grandes cidades podem ser alcançadas com a mensagem do evangelho por meio do trabalho nas redes sociais.GAiN 2016 held at the General Conference Headquarters building in Silver Spring, Maryland, February 24-27, 2016 with the theme “Telling our story in a rapidly changing world.”
Global Adventist Internet Network.
Gary Krause, secretário executivo mundial associado para a área chamada Global Mission, lembrou que o evangelismo no mundo virtual é uma oportunidade incrível para falar de Cristo e Sua mensagem nas grandes cidades. E o pesquisador da Universidade Adventista de Montemorelos, no México, Harvey Alférez, frisou que 66% das pessoas do mundo deverão viver em áreas urbanas até 2050 e que pelo menos mais de 500 cidades chegarão a 1 milhão de habitantes. É esse continente que Krause espera que se alcance com a mensagem bíblica.
Alférez ressaltou, em sua fala, que o crescimento do mundo digital tem obrigado, inclusive, organizações como a Igreja Adventista a utilizar Big Data* para nortear seus planejamentos e mesmo sua aproximação com diferentes públicos a partir da compreensão do que elas pensam. Ele chegou a fazer uma pesquisa em Nova York, por meio do Twitter, mais de 2 mil tweets, durante 1 mês e meio, a fim de entender qual era o sentimento dos moradores, ou seja, quais são suas necessidades.
Nesse vídeo, Felipe Lemos e a supervisora de marketing digital da Novo Tempo, Lígia Pacheco, fazem um resumo de algumas palestras do dia.


Ideias
Algumas ideias já começaram a ser apresentadas para tentar criar estratégias de relevância de conteúdo e experiência no mundo virtual para as novas gerações nas grandes cidades. O búlgaro Nikolay Velinov, por exemplo, que mora no Canadá, apresentou uma proposta diferente. O aplicativo, ainda apenas em inglês,Sabbath School Challengfoi criado por ele depois de cerca de 1 ano de trabalho com a intenção de criar um ambiente propício para quem está familiarizado com o conceito de gamification, ou seja, está acostumado com games e produtos ou serviços em forma de jogos ou de competições.
Na prática, o usuário pode responder a perguntas sobre as temáticas abordadas na lição da Escola Sabatina, estudada por milhões de adventistas mundialmente. Ao acertar, ele ganha pontos, ultrapassa fases e ainda pode “jogar” online com outras pessoas, ao mesmo tempo, em várias partes do mundo. “No futuro, queremos que as pessoas possam criar suas próprias perguntas e grupos específicos para tipos de dúvidas peculiares”, comenta Velinov.
Andre Brink, diretor de mídias digitais da Adventist Review e Adventist World, também apresentou ideias a respeito de aplicativos para potencializar o conteúdo dessas publicações centenárias em papel. Ele explicou que pelo menos 7% dos assinantes da revista Adventist Review, uma das mais tradicionais publicações adventistas do mundo, também demonstraram interesse em ver o conteúdo no formato digital. Brink salientou, no entanto, que esses aplicativos estão sendo produzidos com diferentes conteúdos em formatos diversos e convergentes como podcasts, vídeos, etc. [Equipe ASN, Felipe Lemos]
*  Big Data é um termo amplamente utilizado na atualidade para nomear conjuntos de dados muito grandes ou complexos, que os aplicativos de processamento de dados tradicionais ainda não conseguem lidar. O termo, muitas vezes, refere-se ao uso de análise preditiva e de alguns outros métodos avançados para extrair valor de dados, e raramente a um determinado tamanho do conjunto de dados.

fonte: http://noticias.adventistas.org/